Quinta-feira, 14 de Agosto de 2008

ZONA DA REFORMA - Sala do Conselho


Zona da Reforma - Sala do Conselho
"Domingão?"

Quinta-feira, 7 de Agosto de 2008

Gilberto Freyre tinha razão?


É intrigante constatar que o crescimento numérico da chamada igreja evangélica no Brasil praticamente não esteve acompanhada de avanços significativos quanto a sua relevância na sociedade.

Amar a Deus e as pessoas é o único imperativo cristão sem prazo de validade. Acredito que a relevância de ser cristão passa por aí. E amar, nesse contexto, não significa apenas se valer do proselitismo visando "ganhar almas", e sim de buscar formas para diminuir o sofrimento das pessoas enquanto vivemos por aqui. E a arte, embora possua apenas um fim em si mesmo, pode ajudar para que isso aconteça, em qualquer meio.

Na visão de Schopenhauer da arte, a contemplação seria uma forma de neutralizar o sofrimento existencial.

Muitas vezes pessoas que não levantam a bandeira do cristianismo exercem um papel de profeta, pois denunciam o que há de errado e injusto na sociedade. O sociólogo e antropólogo Gilberto Freyre acabou tendo esse papel em 1962, quando participou da Conferência do Nordeste, promovida pela extinta Confederação Evangélica Brasileira (CEB). O evento, um inusitado e raro encontro de pessoas ligadas ao protestantismo interessadas no engajamento social, contou com este, também inusitado e ilustre, palestrante que proferiu "O Artista – Servo dos que Sofrem".

Transcrevo 2 trechos que considero "de arrepiar":

"A despeito do crescente número de cristãos evangélicos em nosso país, ainda não apareceu o brasileiro de gênio, que nascido evangélico, criado em meio evangélico, identificado com a interpretação evangélica da vida e da cultura brasileira, se afirmasse no Brasil grande poeta ou grande escritor em língua portuguesa, ou compusesse música brasileira, marcada por esta interpretação ou por esta inspiração, ou o arquiteto também de gênio que desenvolvesse para as igrejas evangélicas do trópico, um tipo de arquitetura que não fosse nem a imitação do tipo católico, nem reprodução do protestante anglo-saxônico ou germânico."

"É curioso que até agora o cristianismo evangélico só tenha concorrido salientemente para enriquecer a cultura brasileira com insignes gramáticos: Otoniel Motta, Eduardo Carlos Pereira, Jerônimo Gueiros. É tempo de o cristianismo brasileiro evangélico ir além e concorrer para esse enriquecimento com um escritor do porte e da flama revolucionária, eu diria, de Euclides da Cunha; com um poeta da grandeza de Manoel Bandeira; com um compositor que seja outro Villa-Lôbos, que componha baquianas brasileiras que sejam interpretação ao mesmo tempo evangélica e brasileira de Bach. Também um caricaturista ou um teatrólogo revolucionariamente evangélico que pela caricatura ou pelo teatro denuncie abusos de ricos que para conservarem um privilégio de classe pretendam se fazer passar por defensores ou conservadores de tradições religiosas ou mesmo do que se intitula às vezes, pomposa e hipocritamente, civilização cristã."

Devo concordar que, passados quase 46 anos, a provocação ou o desafio que Freyre lançou ainda está por ser (co)respondida, ao menos com a relevância que ele imaginou. Grandeza, genialidade e flama revolucionária, dentre outras marcas.

Aliás, antes de esperar por um movimento subcultural evangélico, de gueto - comum nos dias de hoje, penso que ele propôs justamente o contrário: que aqueles identificados com a interpretação evangélica da vida marcassem e enriquecessem a cultura brasileira. Prá mim, isso ainda parece um sonho bom, mas abro espaço, via comentários no blog, prá receber indicações de expressões que contrariem a afirmativa de Freyre de que esse tipo de brasileiro ainda não nasceu.

Abraços.

Segunda-feira, 21 de Julho de 2008

Fumantes de Deus


Ter, 15 Jul, 04h00
HAIA (AFP) - O dono de um café de Alkmaar, no norte de Amsterdã, vai transformar nesta quarta-feira seu estabelecimento na "Única e Universal Igreja dos Fumantes de Deus", para contornar a proibição de fumar, que entrou em vigor no dia 1º de julho, informou a agência holandesa ANP.

A santa trindade venerada nessa igreja será "a fumaça, o fogo e a cinza", destacou Cor Bush, o dono do café, que afirma querer defender "a liberdade religiosa" garantida pela Constituição da Holanda, um país de maioria protestante.

Os fiéis que se juntarão à igreja receberão uma carta e serão autorizados a acender um cigarro dentro do recinto, explicou.

Vários cafés aprovaram a iniciativa e já teriam demonstrado interesse em se juntar à "igreja", segundo Cor Bush, que pretende pendurar nas fachadas dos estabelecimentos um certificado destacando que "a comunidade da igreja dos fumantes é livre de fumar para honrar Deus na santa paz".

Fonte:
Yahoo

Quinta-feira, 17 de Julho de 2008

Programa #7 do ZONA DA REFORMA



Programa #7 do ZONA DA REFORMA
"Sou cristão apesar da igreja", 2ª parte.
Convidadas especiais: Judith Almeida e Ana Cláudia Endo

Terça-feira, 24 de Junho de 2008

Programa #6 do ZONA DA REFORMA



Programa #6 do ZONA DA REFORMA
"Sou cristão apesar da igreja", 1ª parte.
Convidadas especiais: Judith Almeida e Ana Cláudia Endo

Segunda-feira, 9 de Junho de 2008

ZONA DA REFORMA #5



Programa #5 do ZONA DA REFORMA
"Sou, mais quem não é?" Divagações alcoólicas.

Quarta-feira, 4 de Junho de 2008

Cristina Kirchner não se escondeu


O principal problema da crise de alimentos está na distribuição e no acesso das diferentes comunidades a preços sustentados”. Até que enfim! Precisou a presidente da Argentina dizer o óbvio que ninguém diz, que o principal problema da chamada “crise dos alimentos” é a distribuição e não a produção. Cristina Kirchner disse isso em plena Cúpula da Conferência da ONU para Alimentação e Agricultura (FAO), em Roma, na presença daqueles que preferem a via fácil da demonização da produção dos biocombustíveis, tido hoje como os responsáveis pela falta de alimento no mundo, agora e no futuro.Visão curta de alguns eco chatos, ignorância de gente que governa e aproveitamento disso tudo pelos setores abutres. Será que a bela Cristina será ouvida para além dos ouvidos? Não era pro nosso querido presidente ter tomado essa dianteira, ao menos para defender a bandeira do biocombustível, que ele tem agarrado com as duas mãos? Ocupado, talvez não lhe tenha sobrado o cérebro.

Segunda-feira, 2 de Junho de 2008

Nada de barulho


Encontrei esta curiosa sinalização na pequena cidade de Lapa, no Paraná. Desde que minha sogra se mudou pra Lapinha, tenho conhecido algumas peculiaridades deste lugar e esta placa de trânsito foi uma delas que notei no último feriado de Corpus Christi em que estivemos por lá.

Segunda-feira, 26 de Maio de 2008

Eric Clapton confesso


A exemplo de meu amigo e confrade Fábio Davidson do DoxaBrasil, tive um grande prazer em ler a autobiografia de Eric Clapton (Ed. Planeta, 2007, 400 págs.). Minha admiração pessoal por Clapton, em parte talvez pelo amor que tenho à guitarra, só aumentou. Conhecer e reconhecer suas histórias, da forma com que ele as relatou no livro, fez-me provar muitas de minhas próprias questões sobre meu envolvimento com a música, ou a falta dele, assim como as ambigüidades e contradições do prazer em criar música aliado a um sentimento de aprisionamento com relação às necessidades e demandas que determinados projetos ou grupos de pessoas apresentavam, além das minhas próprias exigências.
O tom confessional e honesto da autobiografia é inspirador. Claro que não contou tudo, ninguém o faria, mas contou muito e de uma maneira desglamourizada, dentro das possibilidades de um dos maiores astros mundiais da música há 40 anos.
Difícil imaginar que um astro da grandeza de Clapton pôde sentir-se musicalmente inseguro tantas e repetidas vezes durante sua longa carreira (sem trocadilho quase que inevitável com o pó que ele cheirava).
Durante toda vida amargou uma luta desgastante: de um lado seu ego, constantemente inflado pela maioria dos que o rodeava nos longos tempos de loucura, e de outro aquele perfil tímido e até depressivo, próprio do garoto que viveu as histórias que viveu.
Clapton permitiu-se viver e assistir as variadas formas que sua busca pôde assumir: rebeldia, paixões arrebatadoras, vícios profundos em álcool e drogas, paranóias, corporativismo do meio musical, filantropia, etc..., tudo potencializado pela grandeza do dinheiro e talento que possui. Mas uma coisa que permeia o relato do início ao fim é que tudo isso se relacionava à sua necessidade de aceitação e aprovação, também da parte de outros, mas principalmente de si próprio, e as experiências e o tempo lhe mostraram que isso estava travestindo algo bem maior: o desejo e a necessidade de amar e ser amado.
Na densa nuvem de álcool e drogas em que esteve metido durante 2/3 de sua vida ele deixou de identificar, dentre tantas experiências, aquelas que eram positivas e reais daquelas que eram mesmo apenas fumaça. Isto me fez pensar também em quanto podemos estar entorpecidos com tantos outros tipos de fumaça, que nos impede de ver e viver o possível, e que nos faz andar numa velocidade abaixo do necessário para manter o equilíbrio, como numa bicicleta. Será que este equilíbrio existe mesmo durante nossa estada na Terra?
Não estou, nem poderia estar, sendo um prosélito do ativismo - fujo dele – mas quero continuar aprendendo com as possibilidades e impossibilidades que a vida nos entrega e, nesta jornada, encontrar o amor, se possível, todos os dias.

Terça-feira, 20 de Maio de 2008

ZONA DA REFORMA #4



Programa #4 do ZONA DA REFORMA
"Saiu na Playboy e agora é crente"